Lesões no São Paulo: diagnóstico do clube aponta falta de férias como uma das causas

As repetidas lesões musculares em jogadores do São Paulo passaram a protagonizar os debates no Morumbi. O clube fez um diagnóstico que aponta como causas gerais a falta de um período de férias adequado para os atletas e a mudança…

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As repetidas lesões musculares em jogadores do São Paulo passaram a protagonizar os debates no Morumbi. O clube fez um diagnóstico que aponta como causas gerais a falta de um período de férias adequado para os atletas e a mudança na metodologia de trabalho na troca das comissões técnicas de Fernando Diniz para Hernán Crespo. Há, também, análises individuais de cada caso.

Foto: São Paulo FC | Divulgação

Nesta temporada, que começou no final de fevereiro, o São Paulo já registrou 35 lesões em 20 jogadores diferentes. Neste momento, há seis atletas afastados: Diego Costa, Eder, Luciano, Marquinhos, Welington e William.

Por causa da pandemia de Covid-19, que paralisou o futebol por meses em 2020, a temporada passada terminou só em 25 de fevereiro, três dias antes do início do Paulista.

Com a chegada de um novo treinador e a necessidade de vencer um título – o clube estava na fila havia mais de oito anos –, o São Paulo não deu férias aos jogadores – o Palmeiras, por exemplo, criou grupos para que os jogadores se revezassem em períodos de dez dias de descanso.

Por causa disso, jogadores como Tiago Volpi, o que mais joga no elenco tricolor, fez 88 jogos se considerados os últimos 365 dias, de acordo com levantamento do pesquisador Alexandre Giesbrecht – vale novamente a comparação com o Palmeiras, que na temporada 2020 fez todos os jogos possíveis e terminou com 79 partidas disputadas.

A curto prazo, o plano funcionou. O São Paulo, com Crespo, rapidamente cresceu em desempenho e foi campeão paulista. Outra conclusão no clube é de que a mudança de comissão técnica também teve efeito, com uma mudança na rotina de trabalho.

A equipe de Crespo é formada por profissionais argentinos. Na temporada passada, de fevereiro de 2020 ao final de janeiro de 2021, enquanto esteve no Defensa y Justicia, o treinador comandou a equipe em 32 partidas. No São Paulo, desde o dia 28 de fevereiro, já fez 44 jogos – e o time ainda está vivo na Libertadores, na Copa do Brasil, e com 23 jogos a fazer no Brasileiro.

A questão se tornou prioridade no clube num momento em que o São Paulo disputa um lugar na semifinal da Libertadores (contra o Palmeiras) e iniciará a disputa das quartas da Copa do Brasil (diante do Fortaleza), além de tentar se afastar da zona de rebaixamento no Brasileiro.

O clube debate formas de diminuir o número de lesões. Além dessa análise geral, dirigentes e membros da comissão técnica também avaliam casos individuais.

O atacante Eder, por exemplo, que já sofreu três lesões, ainda carrega o peso do período em que ficou sem atuar na China, onde a temporada acabou em novembro de 2020 – ele só entrou novamente em campo pelo São Paulo em abril.

Sobre Arboleda, recuperado recentemente de uma contratura, o clube aponta que ele ainda defendeu a seleção do Equador em jogos das Eliminatórias e Copa América.

O zagueiro voltou ao São Paulo contra o Palmeiras, na terça, após quase duas semanas sem jogar. Ele deixou o jogo no intervalo, mas exames não apontaram lesão. Na última quinta-feira, ele fez atividades separadas do elenco.

Outro atleta lesionado que o São Paulo também analisa separadamente é Marquinhos, jovem que ganhou chance nos profissionais com Crespo. O clube cita a diferença na intensidade dos trabalhos entre o time principal e a base.

O São Paulo fará neste sábado o 45º jogo da temporada, contra o Grêmio, pela 16ª rodada do Brasileiro. A partida acontece no Morumbi, às 21h. O técnico Hernán Crespo deve definir a equipe que entra em campo nesta sexta, durante treino pela manhã no CT da Barra Funda.

GLOBO ESPORTE

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