SAF seria o melhor caminho? Diretor de marketing do São Paulo é cauteloso

Com vários clubes iniciando o projeto, o dirigente trouxe detalhes envolvendo os bastidores do assunto no Tricolor A temporada de 2022 começou para os clubes brasileiros e vários deles estão aderindo o projeto de virar um clube-empresa, sendo “vendidos” por…

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Foto: Divulgação | São Paulo FC

Com vários clubes iniciando o projeto, o dirigente trouxe detalhes envolvendo os bastidores do assunto no Tricolor

A temporada de 2022 começou para os clubes brasileiros e vários deles estão aderindo o projeto de virar um clube-empresa, sendo “vendidos” por quantias milionárias e mudando o patamar financeiro. O pioneiro foi o Cruzeiro, com Ronaldo adquirindo 90% da SAF por R$ 400 milhões, prometendo reerguer os mineiros, que estão “afundados” em dívidas.

O segundo foi o Botafogo, com John Textor, atualmente executivo do ramo da tecnologia, cinema e dos esportes, também “fisgando” a mesma porcentagem do Fenômeno, prometendo mudar o patamar dos cariocas, que conquistaram o acesso em 2021 e prometem vir “com tudo” no Campeonato Brasileiro, recheado de mudanças e nomes de peso.

Por último, vem o Vasco, que entrou em acordo com a 777 Partners, podendo receber um investimento de até R$ 1 bilhão, mas com R$ 700 milhões garantidos, sendo R$ 70 milhões “de cara”, deixando o restante para a próxima temporada. Diante disso, vários clubes começam a analisar a possibilidade de seguir o mesmo caminho dos adversários.

Conforme publicou o portal “Arquibancada Tricolor”, o diretor de marketing do São Paulo, Eduardo Toni, concedeu entrevista ao canal do jornalista Jorge Nicola e tratou esse essa “tendência”, que seria a solução para resolver os problemas financeiros. No entanto, demonstrou uma postura de cautela e afirmou que o clube constituiu uma equipe de trabalho para estudar o assunto.

“Eu acho que é um caminho sem volta, mas ainda é muito prematuro. Vejo os valores e eles são muito abaixo do que a realidade do futebol brasileiro pode apresentar. Não consigo entender como clubes da grandeza do Cruzeiro, do Botafogo ou do Vasco, mesmo em situações financeiras difíceis – como a maioria dos clubes estão – serem oferecidos pelos valores que ouvimos falar no mercado. Times como esses, com as glórias que possuem, são marcas muito pesadas e que devem ser valorizadas pelo potencial que representam”, afirmou o diretor, que completou:

“O estatuto do São Paulo nos obriga a fazer uma análise de novas oportunidades para com o clube. O presidente Júlio Casares constituiu um grupo de trabalho com pessoas do mercado e do clube, com notório saber, para estudar o projeto. E naturalmente, saber o valor real da marca é fundamental. É natural que estudemos para avaliar as possibilidades. Pretendemos avaliar essa possibilidade e iremos fazer isso com pessoas isentas e com conhecimento de causa para tomar a decisão correta que vá oferecer à torcida são-paulina o que há de melhor nesse segmento”, arrematou Eduardo Toni.

BOLAVIP

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