Perto de Galoppo, São Paulo ainda paga milhões em dívidas com ‘investidores’ por reforços

São Paulo busca maneiras de levantar recursos para contratar novos jogadores, uma vez que segue na disputa de três competições simultaneamente A tentativa do São Paulo de contratar Giuliano Galoppo, meio-campista argentino do Banfield, envolve necessariamente a ajuda de um…

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Foto: Van Campos/Ofotografico/Gazeta Press

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Foto: Van Campos/Ofotografico/Gazeta Press

São Paulo busca maneiras de levantar recursos para contratar novos jogadores, uma vez que segue na disputa de três competições simultaneamente

A tentativa do São Paulo de contratar Giuliano Galoppo, meio-campista argentino do Banfield, envolve necessariamente a ajuda de um investidor. Com graves problemas financeiros e dívidas que superam os R$ 700 milhões, o clube não consegue bancar contratações mais caras para o elenco no momento.

Apesar de teoricamente benéfica por colaborar na busca por jogadores, a ajuda de empresários também remete a lembranças ruins e ainda vivas no Tricolor, uma vez que o time ainda tem dívidas milionárias com alguns investidores do passado recente. E pode acumular mais uma se o negócio com Galoppo evoluir.

Pelo balanço financeiro de 2021, aprovado pelos conselheiros no começo do ano, o valor devido a investidores era pouco acima de R$ 25 milhões (mais de R$ 4 milhões a menos do que o documento de 2020). À ESPN, o São Paulo informa que “tem amortizado a dívida dentro das possibilidades e do fluxo de caixa”, mas que não é possível estimar um valor atualizado dos débitos.

O clube deve basicamente a dois investidores: o agente de jogadores André Cury (R$ 18.764.000) e o empresário Vinicius Pinotti (R$ 6.418.000), que chegou a ser diretor de futebol do Tricolor em 2017.

Com Cury, a dívida é referente ao dinheiro usado para contratar Raniel, em 2019. Na época, o agente cedeu R$ 13,7 milhões ao São Paulo, que parcelou a dívida ao longo dos anos. O caso foi parar na Justiça recentemente, já que André Cury pede R$ 25 milhões do Tricolor, por causa de juros e correção monetária.

Tudo isso para Raniel disputar somente 14 jogos e marcar apenas um gol com a camisa são-paulina, em 2019. No ano seguinte, ele foi cedido ao Santos em troca da liberação definitiva de Vitor Bueno – outro que já nem está mais no Morumbi.

O débito aberto com Pinotti existe desde 2015 por causa da contratação de Ricardo Centurión, polêmico atacante argentino que defendeu o clube até meados de 2016, também sem sucesso dentro de campo e com algumas confusões fora dos gramados.

Para fechar com o então jogador do Racing, o São Paulo pegou R$ 14 milhões emprestados de Pinotti, com a promessa de quitar tudo em até cinco anos – prazo que não foi cumprido. A dívida chegou a ser de R$ 20 milhões em 2017, justamente o ano em que o empresário atuava como diretor do clube, e foi caindo até os atuais R$ 6,4 milhões.

Esses são os dois casos que seguem em aberto e podem ganhar em breve a companhia do investidor que ajudará o São Paulo a comprar Galoppo.

O nome é mantido em sigilo pelo presidente Julio Casares, que deve apresentar o novo parceiro em breve para tentar destravar a negociação com o meio-campista argentino.

Veja as dívidas do São Paulo com investidores nos últimos anos:

Em 2020: R$ 29.569.000,00

  • André Cury – R$ 16.553.000,00
  • Carlos Leite – R$ 5.168.000,00
  • Fábio Mello – R$ 809.000,00
  • Vinicius Pinotti – R$ 7.039.000,00

Em 2021: R$ 25.182.000,00

  • André Cury – R$ 18.764.000,00
  • Vinicius Pinotti – R$ 6.418.000,00

ESPN.com

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