Para quem não estava acompanhando a treta, o Olten Ayres foi denunciado por falsidade ideológica e gestão temerária por causa daquela história de tentar mudar as regras da SAF no Estatuto do clube sem o aval do Conselho Consultivo.
Como resposta à pressão do Harry Massis para expulsá-lo, o Olten simplesmente usou a caneta dele como escudo: travou a pauta do Conselho e se recusou a agendar a votação do contrato com a Ticketmaster. Esse bloqueio complicou a vida da diretoria, já que o clube depende desesperadamente de um adiantamento de R$ 140 milhões da empresa para pagar dívidas urgentes e os direitos de imagem atrasados do elenco.
Sem saída e precisando do dinheiro, o Massis amarelou, cedeu à chantagem e pediu o arquivamento definitivo do processo de expulsão na Comissão de Ética. Em troca, o Olten liberou a pauta e marcou a votação da Ticketmaster para os dias 29 e 30 de setembro.
No fim das contas, foi um “acordão” por puro interesse político de ambas as partes, mas que pode cobrar um preço alto para o futuro do clube a médio prazo.
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