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Jogadora do São Paulo, Formiga planeja futuro como treinadora ou em cargos de direção no futebol masculino

São 28 anos de carreira como jogadora profissional, duas medalhas de prata em Olimpíadas e diversos outros títulos no currículo, como Conmebol Libertadores e Copa América. Mas nem isso é suficiente para Formiga, que busca mais e não quer abandonar o esporte.

Foto: Ricardo Stuckert/CBF

Aos 43 anos de idade, a jogadora diz que não pensa em pendurar as chuteiras tão cedo e pretende continuar no Brasil – seu contrato com o São Paulo vai até o final de 2022.

“Quero parar de jogar daqui dois anos, estou me programando pra isso, mas a cabeça pede mais quatro, então deixo que essas coisas aconteçam naturalmente”, disse com exclusividade à ESPN Brasil.

Mesmo com a aposentadoria ainda distante, Formiga já planeja o futuro e garante que o futebol estará dentro dele. A veterana não descarta atuar como treinadora, mas também quer fazer gestão esportiva e levar seu conhecimento para além das quatro linhas, principalmente na modalidade masculina.

“O pensamento é ficar aqui e quem sabe em alguns anos estar no masculino, sentir o mundo deles. Quando vamos ao estádio, nos arrepiamos de ver a quantidade de pessoas que estão lá, então tenho vontade e curiosidade de vivenciar isso”, explica.

Para ela, é importante que a categoria tenha mais mulheres, inclusive com conhecimento de vestiário e bastidores para atuarem como técnicas e em cargos de direção.

Despedida da seleção


Foram sete participações em Olimpíadas e Copa do Mundo que deram à jogadora o posto de lenda do futebol feminino e da seleção brasileira. Ela ainda foi a única atleta, entre homens e mulheres, a participar de todas essas edições dos torneios e também a mais velha a marcar em um Mundial — em Junho de 2015, no Canadá, com 37 anos, três meses e seis dias.

Toda essa história, no entanto, teve um defecho silêncioso. Formiga anunciou a sua aposentadoria da seleção após a derrota nos pênaltis para o Canadá nos Jogos de Tóquio. Devido à pandemia da Covid-19, a despedida não contou com abraços e nem com os calorosos gritos da torcida.

“Foi muito difícil, é a mesma coisa que estar no lago querendo pescar um peixe e não encontrar. É estranho, foi um vazio muito grande. Eu não queria uma despedida tão silenciosa assim, para mim foi muito triste, senti uma falta tremenda”, lamenta a atleta.

O adeus pode não ter sido como ela merecia, mas o legado que deixou e continua deixando no esporte vai se perpetuar por gerações — dentro e, futuramente, fora dos gramados.

ESPN

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