A passagem de Alexandre Pato no Corinthians ficou longe de atender as expectativas.

O Alvinegro comprou o atacante junto ao Milan em 2013, por R$ 40,5 milhões, na época a maior contratação da história do futebol brasileiro. Foram 62 partidas, 17 gols e um momento marcante de maneira negativa: a cavadinha no pênalti perdido contra o Grêmio, nas quartas de final da Copa do Brasil. Pato detalhou aquela noite e os dias seguintes em publicação no site “The Player’s Tribune”.
O lance minou a estadia do atacante no Corinthians. Pato só jogou mais 12 partidas com a camisa do clube depois da cavadinha, 10 delas saindo do banco de reservas. A pressão do público tomou conta. “(…) fui o único culpado. Sim, eu cometi um erro, mas não é verdade que colegas de elenco tentaram me bater. Ninguém fez nada. Mas os torcedores queriam me bater e me matar”, declarou o jogador.
Pato diz que passou a se sentir inseguro no Corinthians. “Eu passei a andar de carro blindado em São Paulo, com seguranças armados e bombas de gás lacrimogênio. Os torcedores invadiram o CT com pedaços de pau e facas. Isso é uma loucura, algo assustador”, relembrou.
Para o atacante, o alto nível de exigência da torcida ajuda a explicar o insucesso no Alvinegro. “Foi uma pena como tudo terminou no Corinthians. Cheguei como um astro do futebol europeu, com um salário alto, o que já cria uma distância em um país tão desigual como o Brasil”.
Ainda sentindo os impactos da cavadinha em 2014, o Corinthians emprestou Pato para o São Paulo, em troca envolvendo o meia Jadson. O atacante se adaptou melhor no Tricolor Paulista, balançando as redes 38 vezes em 101 partidas na primeira passagem pelo clube do Morumbi.
Pato tem uma explicação para a evolução de desempenho. “Sabe por que eu joguei muito melhor no São Paulo? Porque eles cuidaram de mim. Lá eu só precisava jogar”, afirmou.
Após o fim do empréstimo ao São Paulo, Pato nunca mais jogou com a camisa do Corinthians. O jogador foi cedido ao Chelsea antes de ser vendido ao Villarreal.
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