Apesar de ter desempenhado um papel crucial nas categorias de base do São Paulo, o técnico André Jardine não encontrou o mesmo êxito no cenário profissional. Sua ascensão ao comando do Tricolor ocorreu no final de 2018, permanecendo apenas até o início do ano subsequente.
Além do início desfavorável no Paulistão, o revés determinante para Jardine foi a dolorosa eliminação frente ao Talleres, da Argentina, ainda na fase preliminar da Libertadores. Após a demissão, ele ressurgiu ao conquistar a medalha de ouro pela Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021.
Em uma entrevista ao programa “Esporte em Debate” da Rádio Bandeirantes, o treinador brasileiro foi questionado sobre sua passagem pelo São Paulo. Na visão de Jardine, a avaliação de seu trabalho foi precipitada, considerando o curto período à frente da equipe, totalizando pouco mais de 10 jogos.
SENTIMENTO DE ‘INJUSTIÇA’
“O processo no São Paulo foi muito curto. Me sinto um pouco injustiçado quando fui avaliado, pois foram um pouco mais de 10 jogos à frente do profissional. Foi um período muito curto. É complexo falar. Claro que a gente vai sempre amadurecendo. Hoje, com certeza, eu sou um profissional muito mais experiente”, expressou antes de recordar a eliminação nos playoffs da Libertadores para o Talleres.
“Tivemos azar de ter cruzado com o Talleres da Argentina, treinado por Vojvoda. Na época, não conseguimos vencer o Talleres, e o trabalho foi julgado naquele momento. Me sinto um pouco injustiçado pelo período tão curto de tempo em um cenário tão adverso”, comentou Jardine.
CAMPEÃO NO FUTEBOL MEXICANO
O técnico André Jardine, que já teve passagens pelo São Paulo e pela Seleção Olímpica, alcançou o título mexicano ao comandar o América, considerado o maior vencedor do país, agora detentor de 14 taças.
Além de conquistar o campeonato, Jardine desempenhou um papel crucial em encerrar um jejum de cinco anos sem troféus para o clube, consolidando sua posição como um dos principais treinadores do México.