O presidente do Corinthians, Augusto Melo, demonstrou indignação com a arbitragem no Brasileirão e voltou a criticar a CBF após a derrota por 3 a 1 para o São Paulo neste domingo, no Mané Garrincha, em Brasília, pela 28ª rodada da competição. O dirigente já havia expressado insatisfação anteriormente e reforçou seu descontentamento durante entrevista ao programa “Apito Final”, da Band TV.
Com a derrota, o Corinthians segue com apenas 33% de aproveitamento no campeonato e ocupa a 17ª posição, abrindo a zona de rebaixamento com 28 pontos e saldo negativo de nove gols. A equipe está empatada em pontos com o Vitória, que também perdeu nesta rodada, mas se mantém fora do Z4 pelos critérios de desempate.
Augusto Melo criticou duramente as decisões do árbitro Rafael Rodrigo Klein no clássico, especialmente a expulsão de Fagner no primeiro tempo, após um pisão no tornozelo de Calleri dentro da área. O lance gerou um pênalti para o Tricolor, convertido por Lucas Moura, ampliando a vantagem do São Paulo no placar. “Infelizmente, às vezes, a parte emocional atrapalha, mas a arbitragem já vem prejudicando o Corinthians há seis ou sete jogos, e hoje não foi diferente”, disse o presidente.
O dirigente também contestou a expulsão de André Ramalho na segunda etapa, após uma cotovelada em Luciano. Para ele, a sequência de lances contrários ao Corinthians foi determinante para o resultado. “Se ele (Rafael Rodrigo Klein) tivesse dado a falta na lateral em cima do Yuri Alberto, não teria acontecido a jogada para que o André Ramalho matasse o lance”, analisou Augusto Melo, apontando falhas na condução do jogo.
ROMERO TAMBÉM FICOU INSATISFEITO
Ángel Romero não escondeu sua insatisfação com a arbitragem após a derrota. O atacante paraguaio fez duras críticas ao desempenho do árbitro Rafael Rodrigo Klein, especialmente em relação a um lance com o zagueiro Arboleda.
Ainda no primeiro tempo, Romero ficou caído no gramado por cinco minutos após uma disputa com o defensor tricolor e alegou ter sofrido uma cotovelada no rosto. Revoltado com a falta de ação do árbitro, o jogador contestou a decisão de não aplicar uma punição mais severa. “Fiquei quase cinco minutos lá, podia ter quebrado a boca, o nariz”, declarou Romero.
O atacante também insinuou que o árbitro evitou paralisar a partida para não ser chamado pelo VAR: “Ele nem foi, porque sabia que se ele parasse o jogo, os caras do VAR iam chamar ele”. Para Romero, a atitude de Klein prejudicou o Corinthians em um momento crucial do jogo.
