O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou a reforma estatutária para que seja permitida a reeleição presidencial. Após reunião na última segunda-feira e votação eletrônica encerrada às 17h (de Brasília) desta terça, 157 conselheiros (69,16%) votaram a favor da mudança no estatuto do clube, 68 votaram contra (29,96%), além de duas abstenções (0,88%).

Agora, a pauta será levada aos sócios em Assembleia Extraordinária. O clube terá 30 dias para definir a data que será realizada a votação com os associados tricolores para definir se, de fato, o atual presidente tricolor, Julio Casares, e o atual presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Jr, poderão concorrer novamente nas eleições de 2023.
O próximo ano será o último do mandato de Julio Casares. A situação crê que três anos é pouco tempo para que um trabalho sólido seja realizado visando uma reconstrução, já que o clube atravessa uma grave crise financeira e necessita de uma estratégia de longo prazo.
A oposição, por sua vez, acredita que a reforma estatutária até poderia ser legítima, se fosse colocada em prática a partir do próximo mandato, uma vez que o atual presidente do São Paulo se beneficiará da mudança, caso ela seja realmente aprovada pelos sócios.
Por contar com a maioria no Conselho Deliberativo, a situação já previa a aprovação da pauta no órgão, mas vê a votação na Assembleia Extraordinária, com os sócios do clube, como uma disputa mais apertada.
Em janeiro deste ano o grupo político que comanda o São Paulo já havia tentado aprovar a reeleição presidencial, incluída em um pacote com diversas mudanças no estatuto e que foi reprovado pelos sócios do clube após ser aprovado no Conselho Deliberativo.
Neste pacote de reformas estavam incluídas, além da reeleição presidencial, a ampliação do mandato de conselheiros para seis anos e a redução do quadro dos Conselhos Vitalício e Deliberativo, entre outras alterações.
O grupo político Juntos Pelo São Paulo, liderado pelo atual presidente do clube, Julio Casares, acredita que os sócios aprovariam a proposta de reeleição presidencial em janeiro deste ano se ela tivesse sido apresentada separadamente das outras, que contavam com uma resistência maior por parte dos associados.
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