Na análise da colunista Alicia Klein, do UOL News Esporte, sobre a crise generalizada que se instalou entre São Paulo e Palmeiras após o último Choque-Rei, os principais culpados foram apontados, com destaque para os dirigentes do Tricolor, que foram considerados como os que perderam a razão.
Principais culpados são os dirigentes do São Paulo: “A treta começa na arbitragem, o culpado original talvez a gente possa dizer que seja o árbitro, porque se nada daquilo tivesse acontecido ou se o São Paulo tivesse ganho o jogo, nada disso estaria acontecendo. Mas os dirigentes parecem ser os principais culpados e, nesse caso, os dirigentes do São Paulo.”
Abel estava no normal dele: “Tudo aquilo que aconteceu no domingo foi muito originado na revolta do São Paulo, me parece que querer botar a culpa no Abel Ferreira me parece meio surreal porque o Abel não fez nada que ele não tenha feito 50 milhões de vezes, que é ser um cara que conversa com a arbitragem, que cobra, que xinga, que briga.”
O fato de não ter tido coletiva: “Obviamente a não realização da coletiva que colocou a coisa num nível muito mais bélico que o necessário, coroada pela fala xenófoba do Belmonte, aí tem a coisa da persona non grata, vira uma coisa que não se encerra e que não tem razão de ser.”
A arbitragem é fraca: “Se toda vez que um clube se sentir prejudicado pela arbitragem a gente tiver ofensas preconceituosas, retaliação com sala de imprensa, briga nas redes sociais, a gente não vai parar nunca, vamos precisar fazer dois programas, um para falar de campo e bola e outro para treta de dirigente, porque isso vai acontecer toda hora. Um clube se sentir prejudicado pela arbitragem acontece praticamente todo jogo, a arbitragem brasileira é muito ruim”.
Não era um jogo tão importante: “Então, eu votaria nos dirigentes, completamente fora de propósito e de tamanho, fugiu da proporção necessária de um jeito épico. Não é um jogo que definiu nada, não foi uma final, uma eliminação num torneio importante, foi um jogo de primeira fase do Campeonato Paulista. Menos, bem menos”.
