O UOL ouviu cinco ex-árbitros sobre a expulsão de Caetano no clássico Corinthians x São Paulo. Quatro deles concordaram com a decisão de Vinicius Gonçalves, mas um divergiu.
Guilherme Ceretta: “Não é só por baixo, o braço pega, faz a alavanca. Bem expulso, parabéns para a equipe do VAR e para o árbitro, teve coragem.”
Ulisses Tavares: “Ao meu modo de ver, não foi jogada para expulsão. O jogador do Corinthians encosta a mão no pescoço do adversário. Tenho acompanhado muitos jogos e tenho visto agressões sem os jogadores serem punidos, mas como a arbitragem de hoje é dirigida pelo VAR, vamos fazer o quê?.”
Alfredo Loebeling: “Expulsão é mais do que justa. Infantilidade. A bola está fora da disputa, não dá para usar o braço como usou. O papel do VAR é aquele, porque, nitidamente, como a bola estava saindo já, o árbitro estava acompanhando a jogada. Aí o VAR agiu com correção, chamou o árbitro fora do campo de visão dele, para informar uma infração passível de cartão vermelho. Se fosse amarelo, o VAR não poderia fazer.”
Nadine Basttos: “Caetano deixa o braço no rosto do Luciano fora da disputa da bola, o árbitro não viu e o VAR recomendou a revisão do lance. Pela regra do jogo, quando um jogador faz um movimento adicional e atinge o rosto do seu adversário fora da disputa da bola, vai ser considerado conduta violenta, lance para cartão vermelho.”
Emidio Marques: “Pela imagem está muito claro, a bola está distante dos envolvidos. A ação faltosa é clara, não visou a disputa de bola. Agora há que verificar a intensidade da falta. Se ela compromete a integridade física do oponente, trata-se de jogo violento. Isto é caracterizado pelas regras e punido com expulsão, e o árbitro comunica a sua decisão apresentado cartão vermelho. Para mim, o árbitro agiu corretamente.”
Caetano recebeu vermelho direto aos 42 minutos do primeiro tempo. Ele foi punido por ter acertado o braço no pescoço de Luciano após uma disputa de bola, quando o São Paulo já estava vencendo por 1 a 0.
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