Atualmente comentarista da Rede Bandeirantes, Souza, ex-São Paulo, contou à Jovem Pan como foi ‘climão’ entre Cuca e Ceni em treinamento

Contratado ainda em 2003 pelo São Paulo após se destacar com a camisa da Portuguesa Santista, o ex-meio-campista Souza fez parte do glorioso projeto do Tricolor, que seria campeão da Conmebol Libertadores e do Mundial de Clubes dois anos depois. Mas, até lá, o clube paulista viveu dias ‘turbulentos’.
Em entrevista ao programa ‘Reis da Resenha’, da Jovem Pan Esportes, Souza, hoje comentarista da Rede Bandeirantes, contou uma passagem vivida durante um treinamento do São Paulo, em meados de 2004.
“O que eu vi o Cuca fazer com o Rogério aquele dia…eu vi que aquele cara era diferente. O Cuca humilhou ele. Cuca falou algo na frente do grupo todo. E ele usou o grupo para falar algumas coisas como ‘é por isso que ninguém gosta de você’. Ninguém aguentaria o que o Ceni aguentou. Essa é uma verdade”, disse o comentarista, que explicou o que houve no fatídico dia.
Naquele ano, Cuca, então técnico do Tricolor, teria desrespeitado o goleiro Rogerio Ceni após entrevero do arqueiro com Omar Feitosa, nome da comissão técnica de Cuca na época. Para Souza, aquele episódio representou como Rogerio, antes mesmo de ser multicampeão pelo clube, se mostrava ser um profissional acima da média.
“Ele não merecia. Ele tem muita personalidade. O Omar, auxiliar do Cuca, estava apitando o rachão. E a gente brincava, falava que o juiz era ruim. E o Ceni começou a pegar no pé do Omar. O Omar saiu de si e falou com o Ceni: ‘A próxima vez que você falar assim comigo, eu vou sair no tapa com você’. E o Rogério respondeu: ‘Faz o que você quiser, só não erga a mão para mim’”, explicou.
“E aquilo aconteceu e se resolveu ali. No dia seguinte, o Cuca quis fazer as pazes dos dois antes do treinamento. Não precisava, eles tinham conversado. E o treinador ficou insistindo para o Rogerio ir dar um abraço no Omar, algo que tinha acontecido, o próprio Omar tinha concordado. Ele é diferente, tem personalidade. O Cuca xingou ele, xingou feio. E o Cuca ainda disse: ‘Pode ir lá no Juvenal agora falar para ele me mandar embora’”.
“O Rogério abaixou a cabeça e foi treinar. Não sei como ele conseguiu treinar no dia seguinte. Essa história me marcou muito e mostrou exatamente que o Ceni tem um controle sobre as emoções absurdo. Eu fiquei com vontade de sair no tapa, mas não fui porque eu sou pequeno. Iria apanhar. Foi pesado”, finalizou.
ESPN