No início de 2017, Neilton foi se aventurar em passagem pelo São Paulo. O período, porém, não foi de grandes lembranças para o atacante. Em entrevista ao podcast MunDu Meneses, o ex-são paulino revelou detalhes do que viveu na equipe.
De acordo com Neilton, logo em sua chegada já houve um momento tenso por conta de seu passado na base do Santos, com a torcida não perdoando nem mesmo antes de a bola rolar.
“Foi pesado porque assim que eu fui fazer exame, quando fui contratado para ver se está tudo ok, saiu uma foto minha lá: ‘O Neilton é do São Paulo’. Só que junto com isso parece que a galera já fica esperando”, disse.
“Vazaram uns tweets antigos meus, da época de moleque no Santos, que diziam: ‘Estou aqui assistindo o jogo do lixo do São Paulo’. A hora que vazou, já me bateu uma tristeza na hora. Foi fod*, pesado. Mais um time que não podia andar na rua.”, seguiu.
“No São Paulo, quando vamos aquecer, eles soltam a escalação: ‘Camisa 7, Neilton’. O estádio inteiro vinha abaixo: ‘Uuuuuuuh’. Eu pisava em campo e era ‘Uuuuuh’. Não tinha clima nenhum para eu ficar lá. Na minha mente eu só pensava em ir embora. Foi fod. Tentei ainda fazer uns processos com psicóloga, mas foi fod”, completou.
Mesmo com esses aspectos negativos, uma pessoa deixou boas memórias no atacante: Rogério Ceni. Neílton relembrou o apoio recebido por seu treinador na época.
“Ele foi muito fod* comigo também, porque ele comprou a briga. Deu uma coletiva falando, me defendendo. A torcida fanática não quer saber de nada. Uma vez eu tinha que andar com uns três, quatro caras no carro, quando eu fui sair para jantar com a minha mulher”, afirmou.
“Tinha que ter segurança comigo. Uma vez fui tomar açaí, esqueci o óculos, voltei para o carro e outros dois carros pararam e queriam vir para cima: ‘Respeita o São Paulo’. Era perigoso. Foi pesado. De lá eu segui caminho para o Vitória”, finalizou.
Emprestado pelo Cruzeiro, Neilton atuou somente em nove partidas pelo Tricolor paulista, se mudando para o Vitória em 26 de maio daquele ano.
ESPN
