O dirigente são-paulino, em entrevista concedida recentemente, falou sobre o momento de reestruturação para o time voltar a ser competitivo

Julio Casares assumiu o São Paulo em 2021 e está na metade de seu mandato de três anos, com a missão de organizar as finanças do Clube. Com mais de 700 milhões de reais em dívidas, o Tricolor passou por maus bocados durante o jejum de nove anos de títulos, e tenta se recoonstruir para voltar à combatividade antiga conhecida pelo torcedor são-paulino.
Em entrevista ao programa Grande Círculo, do canal Sportv, o dirigente falou sobre a política são-paulina, contratações e vendas de jogadores, o trabalho para solucionar a questão financeira do Tricolor e a possiblidade de tornar o São Paulo uma Sociedade Anônima do Futebol, vista por muitos torcedores como a ‘solução’ para o momento do Clube.
“Pode existir. Na verdade, hoje o estatuto do São Paulo tem um artigo que diz que se vier uma legislação que permita uma mudança societária, de restruturação, tem que apresentar um estudo. Assim que saiu a lei em setembro, promulgada em outubro do ano passado, eu criei um grupo de estudos e contratei uma consultoria”, começou a explicar.
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“Eu não vou discutir as SAFs de hoje, elas nascem com várias necessidades ou estratégia, mas o São Paulo de amanhã, se um dia a instituição caminhar para esse lado, que é uma decisão coletiva da instituição, tem um valuation, o valor da marca, técnico. Eu não posso dizer “ah, o São Paulo vale R$ 500 mil, R$ 1 milhão…” Nós temos que ter um estudo técnico para que o São Paulo entre em um campo arejado tecnicamente”, completou o dirigente sobre a criação de uma SAF.
Entretanto, não há previsão de uma abertura em breve.
“O São Paulo tem dívidas, está se organizando. Eu não posso vender minhas ações em baixa, posso buscar parceiros quando tiver mais saúde financeira. E essa consultoria vai indicar isso. Se daqui um ano e meio, dois anos, nós tivermos essa composição de um time competitivo, o patrimônio nem preciso dizer… O São Paulo tem uma perspectiva muito boa se continuar fazendo a lição de casa, que é equilibrar um time competitivo, que é caro”, esclareceu.
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Sobre quando o torcedor são-paulino poderá ver o clube vencendo títulos de expressão, o presidente afirmou que o caminho tem sido pavilhado.
“Quando ele entender esse tipo de reconstrução, ele tem que entender que a obra ou está concluída 50% ou 60% e ele pode fazer essa projeção. E isso nós vamos dar esse instrumento no final da obra”, pontuou.
“Vou fazer uma colocação: o São Paulo por várias razões não ganhava clássicos, agora voltou a ganhar clássicos. Parece que não, mas é importante, o sentimento do torcedor. Pode perder um ali outro aqui, mas voltou a ganhar clássicos. Então ele está vendo que está acontecendo uma mudança de comportamento, um time mais aguerrido, que luta mais. São exemplos que ficam. Ele olha para trás, caminha, olha para trás e ele vai começar a enxergar. A cada ano são degraus que a gente vai subindo”, concluiu.
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