O presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, saiu em defesa da árbitra Daiane Muniz após a vitória do Palmeiras por 2 a 1 sobre o São Paulo, pela semifinal do Campeonato Paulista.
O dirigente classificou como “interpretativo” o lance da bola na mão de Gustavo Gómez dentro da área — jogada que gerou forte reclamação do Tricolor.
LANCE CLARO, CRITÉRIO IGNORADO
Em praticamente todos os jogos do futebol brasileiro, lances com braço aberto e ampliando o espaço corporal resultam em pênalti. Quando o defensor não coloca o braço para trás e a bola atinge a mão em condição clara, a marcação costuma ser automática.
No Choque-Rei, não foi.
O VAR sequer chamou para revisão. A sensação de muitos torcedores é de que faltou seriedade num momento decisivo e que poderia mudar o rumo da partida.
“PRECISAMOS REZAR”
Ao comentar a sequência de polêmicas no clássico, o presidente ainda ironizou:
“Tenho minha opinião sobre a arbitragem de ontem. Primeiro, precisamos ressaltar como estão sendo polêmicos, nos últimos anos, os confrontos entre Palmeiras e São Paulo. Tivemos em Copa do Brasil, Paulista, Brasileiro. Precisamos rezar um pouco mais antes de Palmeiras x São Paulo para que eles passem, independente da competição, mais ilesos de polêmicas”, afirmou.
“Ao longo dos anos, da minha vida no futebol, escuto muito sobre todos assuntos. A arbitragem é um que cuido com mais carinho. Para mim, quando tem pessoas que acham que a arbitragem acertou e tem pessoas que acham que arbitragem errou, eu parto do princípio e afirmo a vocês que a arbitragem acertou”, apontou.
“Não caminho junto com aqueles quando a imagem é clara. A imagem é clara sobre o lance. Aí eu sigo a imagem. Quando o VAR participa ou não em lance interpretativo, e tem pessoas que sim e que não, eu apoio a decisão da arbitragem no campo”, complementou.
