O Santos, classificado para a final do Campeonato Paulista, deseja disputar um dos jogos da decisão na capital paulista visando aumentar a arrecadação com bilheteria. No entanto, o desejo do clube de jogar em São Paulo pode ser dificultado pelos vetos de Corinthians e São Paulo, que recentemente alugaram seus estádios para partidas do time do litoral.
O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, expressou o interesse em mandar o jogo sob o comando do clube na capital paulista. No entanto, o clube ainda aguarda o desfecho da outra semifinal para saber se será mandante na ida ou na volta da final. As finais estão programadas para os dois próximos domingos, dias 31 de março e 7 de abril.
Apesar de ter cedido o Morumbi para o Santos na fase de grupos do estadual, o São Paulo considera improvável o aluguel para a final. O estádio passou por um show no último sábado e iniciou o tratamento do gramado em seguida, visando jogos da Libertadores e do Brasileirão.
O Corinthians, por sua vez, também tem preservado o gramado da Neo Química Arena para os próximos compromissos. O clube enfrenta o Nacional, do Paraguai, pela Copa Sul-Americana, e depois estreia no Brasileirão contra o Atlético-MG. Após alugar o estádio para o Santos na semifinal do Paulistão, o presidente corintiano, Augusto Melo, enfrentou críticas e pressões internas.
Apesar da motivação financeira e política por trás do aluguel para o Santos, a avaliação atual é que repetir o acordo para a final traria mais ônus do que bônus ao clube. No entanto, ainda há na cúpula corintiana quem não veja problema em ceder o estádio novamente, desde que por um valor mais alto do que o cobrado na semifinal.
O Pacaembu, com quem o Santos já tem acordo, ainda não é uma opção devido às obras em andamento, e a Arena Barueri está descartada como alternativa.
